
A malícia do homem moderno nasce da sua inegável habilidade de se auto-sabotar. Os prazeres mundanos parecem doces aos olhos de uma criança burra e de dentes frágeis.
Enquanto o momentum da inteligência fraca pouco a pouco esquece a fórmula da movimentação perpétua, o ex-controlador agora coberto por dúzias de camadas grosseiras se identifica com o seu subproduto, se identifica com seu excremento...
Se identifica com o lixo que na verdade é reflexo pervertido do tesouro.
A angústia disfarçada de alegria imediata contamina todas as veias e nervos de seu corpo e o faz dançar a ridícula dança da gratificação temporária.
A respiração pesada e malcheirosa do homem burro fere a ele mesmo e o afunda cada vez mais no lodo acumulado de seus próprios sentidos.
A não vida da vida tida como padrão na atualidade se perpetua como dever eterno... Mas logo irá morrer como trivialidade banal.
Eu choro por dentro e rio por fora...
Aguardo o dia de fazer o contrário.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A Última Perversão
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1 especulações:
lembra muito emil cioran, um dos maiores filósofos da existência.
Gostei meu caro, continue...
Hare Krishna!
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